Deparo-me com um quadro e nele uma figura que me olha fixamente. Um pouco de desejo exala mas não sei ao certo de qual dos lados...
Estranhamente a figura começa a abaixar-se e mantendo o olhar, parece que se oferece.
Algo se move.
Agora sim, em ambos, bocas se entreabem. Um segundo de razão me assombra! É apenas um quadro que me domina, me desperta, me consume... Abandono a razão. De que me serve se fria? Escolho o desejo simples e insano. Agora abandono o meu corpo e ele finalmente é meu no ato da entrega. Toco algo frio e aspero, inerte e mesmo assim sei que há algo ali que me invade.
Eu gostaria muito e falar o que penso a respeito do seu poema, mas vou manter a postura amiga que tanto nos irmana.
ResponderExcluirUm beijo.
E acho que o que é "estranhamente" para você, é sempre muito mais para mim, porque você, dona Flor, é uma acostumada a tudo.
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